O Emburrecimento Planejado do Cristianismo

O Emburrecimento Planejado do Cristianismo
de Ethan Renoe

Porque os cristãos precisam ler mais. Quero dizer, Joel Osteen não tem nem um diploma de bacharel.

Outro dia eu estava (surpresa, surpresa) em um café nas montanhas, sentado perto do balcão. Um cara de cerca de 20 anos entrou vestindo uma camisa da banda de rock TOOL e um longo rabo de cavalo. Eu podia ouvir a sua conversa enquanto ele se aproximava da barista de café expresso e eles começaram a conversar. Em um certo momento, foi dito que ela frequentava uma universidade cristã e ele claramente não aprovou isso.

“Eles incorporam religião em todas as aulas?” ele perguntou. “Até nas aulas de ciências? Como isso funciona?”

Ela ousadamente começou a explicar como eles oram antes de cada aula e ensinam a partir de uma cosmovisão cristã, mas logo ficou evidente que ela estava sendo esmagada nessa conversa. Ele era bem versado nas obras de Dawkins, Hitchens e Nye e começou a distribuir a punição.

Eu uso a palavra punição porque esta pobre barista foi castigada por um sistema religioso que, nos últimos 200 anos, começou a descartar a inteligência dentro da igreja em favor de emoções, experiências de conversão e entusiasmo. Pergunte à maioria dos cristãos americanos hoje qualquer questão mais profunda do que “Deus ama a todos?” e você está fadado a receber algum tipo de resposta sugerindo que esse tipo de discurso deveria ser reservado para as universidades de teologia.

Outro dia um amigo meu disse que não vê mérito em entender sobre calvinismo ou arminianismo porque tudo o que ele quer é amar a Deus e as pessoas. E parece que a bola para aí para a maioria dos cristãos hoje. Não há necessidade de saber mais do que isso.

Eu chegaria ao ponto de dizer que existe até mesmo um medo do conhecimento no cristianismo evangélico. Pela minha experiência, esse medo vem de uma dessas duas fontes: as pessoas têm medo de que, se vierem a saber demais, serão como os fariseus, e se tornarão arrogantes e críticas com os outros, enfraquecendo assim seu amor por Deus; ou temem que se aprenderem demais irão mergulhar fundo no liberalismo e nadar nas águas arriscadas do universalismo e de outras heresias.

Nós substituímos a teologia valiosa e sólida na igreja por músicas emotivas e lembretes constantes de que “Deus é amor, Ele te ama e é seu Salvador pessoal que ama a sua alma…” Essas palavras são ótimas para atrair pessoas de fora para a igreja (porque elas são verdades de modo geral), mas pobres para o crescimento de crentes em testemunhas maduras com rico entendimento das coisas profundas de Deus.

Eu descobri que o oposto é muito verdadeiro. Descobri que quanto mais aprendo sobre Deus, Sua Palavra e teologia que O descreve, mais posso amá-Lo e adorá-Lo, porque agora há muito mais para se adorar e se surpreender. Se minha capacidade de adorar a Deus for um fogueira, aprender mais sobre Ele só acrescenta mais lenha ao fogo. Afinal, se você realmente ama a Deus, não iria querer aprender o máximo possível sobre Ele?

Nossa lógica é bem retrógrada nesse ponto.

Sinceramente, estou cansado de cristãos que não querem aprender mais. Uma coisa é não saber muito sobre nossa fé, mas outra é não ter vontade de crescer.

Fico triste porque os ateus são tão apaixonados pelo que eles acreditam que leem pilhas de livros para definir suas crenças, enquanto nós ficamos felizes em flutuar pela superfície com uma (sem ofensas) ‘teologia nível Hillsong’ e chamar isso de bom. E nos perguntamos por que as pessoas estão deixando a Igreja em massa! Uma igreja que oferece apenas uma teologia maleável de prazeres com forte carga emocional irá perder a batalha de longo prazo para um ateu bem instruído e convincente quase sempre

O puritano Cotton Mather escreveu: “Ignorância é a Mãe, não da Devoção, mas da HERESIA” (ênfase dele).

O sentimentalismo piegas só pode durar por um tempo limitado.

Assim como um casamento não pode ser sustentado pelo furor da paixão, uma vida de fé não pode ser sustentada por emoções apaixonadas. Sim, pode ser uma porta de entrada maravilhosa (e necessária), mas sem profundidade de conhecimento e compreensão, serão “ levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Efésios 4:14).

Um dos meus professores de teologia é tão apaixonado por essa questão que ele mencionou a mesma metáfora pelo menos três vezes neste semestre. É mais ou menos assim:

“Por que as pessoas dizem que querem ‘conhecer a Deus, mas não saber sobre ele? Isso é absolutamente ridículo!

Imagine se eu lhe dissesse ‘eu amo minha esposa, mas não sei nada sobre ela’.

Você poderia me perguntar onde ela nasceu e eu daria de ombros.

Que tipo de música ou comida ela gosta?

Eu não sei.

De que cor são os olhos dela?

Não tenho idéia. Mas eu a amo.

Veja como isso soa insano? Quanto mais conhecemos alguém, mais somos capazes de amar essa pessoa”.

No entanto, não temos problemas em flutuar na superfície de nosso conhecimento de Deus. Então nos perguntamos porque temos tanta dificuldade para testemunhar aos outros ou descrever no que acreditamos ou porque acreditamos, para os outros.

J.P. Moreland, em seu livro Ame a Deus Com Toda a Sua Mente, demonstra como o Segundo Grande Despertar [a segunda onda de avivamento religioso ocorrida nos Estados Unidos da América] levou ao início da pregação emocional e apelos apaixonados por uma rápida experiência de conversão, em oposição a um período de contemplação, aprendizado e descoberta da fé cristã e suas doutrinas. Nós vivemos as consequências desse estilo de pensamento. Moreland escreve: “a forma intelectualmente superficial e teologicamente analfabeta do cristianismo… veio fazer parte da religião cristã populista que surgiu”.

Fiquei fascinado ao saber que a Igreja já foi o local onde os crentes iam para aprender teologia profunda e doutrina sólida, mas agora isso parece ser reservado apenas para as faculdades de teologia. Hoje em dia qualquer um pode abrir uma igreja, desde que seja envolvente e divertida o suficiente, as pessoas aparecerão. Não importa se prega a verdade ou não. (Um bom exemplo: O pastor da maior igreja dos Estados Unidos não tem sequer um diploma de bacharel, tampouco um diploma de seminário e veja onde isso levou…) Tudo isso me ajuda a entender porque as pessoas estão vendo cada vez menos necessidade para a igreja. Depois que a emoção inicial se esgota, o que ela realmente tem a oferecer?

Não devem ser apenas pastores, autores e teólogos que estudam sobre o que acreditam, mas todos os crentes. O próprio Jesus afirmou que o maior mandamento é amar o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, alma, força e MENTE (Lucas 10:27), no entanto tendemos a negligenciar este último e pôr em foco no coração e na alma. (Adeptos do CrossFit também acrescentam ‘força’ a mistura, eu acho.)

Deus retrata um destino grave para aqueles que negligenciam crescer em seu entendimento em Oséias 4:6, quando escreve: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei.”

Então não vamos ser destruídos e rejeitados, hem?

Não é tarde demais para os cristãos aprenderem a respeito do sagrado. Não é tarde demais para aprender o significado e o valor de nossos credos, doutrinas e sistemas. Há mérito em aprender e compreender sobre as partes mais profundas da nossa fé e digo que devemos começar antes cedo do que mais tarde.

Se você está lendo isso e pensando, puxa, eu adoraria de alcançar uma compreensão mais profunda de Deus, mas não sei por onde começar, vou sugerir alguns ótimos pontos de partida aqui, mas não hesite em me enviar um e-mail com mais perguntas ou comentários! Eu adoraria conversar mais a respeito dessas coisas. Além disso, se você está lendo isso e pensando, puxa, eu realmente não aprendo muito sobre a Bíblia ou sobre Deus na minha igreja, isso meio que me anima, pode ser a hora de mudar isso. Comece falando com seu pastor sobre isso antes de sair a procura de igrejas!

Aqui estão alguns livros que são muito fáceis de ler e que nos mostram as particularidades superficiais da fé cristã:

Deleitando-se na Trindade: Uma Introdução à Fé Cristã de Michael Reeves

Desiring God: Meditações de um Hedonista Cristão de John Piper

Cristianismo Puro e Simples de C.S. Lewis

The New Lonely, meu livro.

(Este último não é teológico, é apenas um livro muito bom. ;})

Aprecie!

Ethan


Tradução de “The Dumbing Down of Christianity

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A Glória é o Único Objetivo de Deus?

A Glória é o Único Objetivo de Deus?
por Christopher Morgan

A glória de Deus se tornou um clichê entre os jovens, inquietos e reformados? A linguagem da glória está em ascensão, mas certos entendimentos equivocados e desequilíbrios perduram. Será que “a glória de Deus” se tornará um clichê, muito parecido com “Deus é amor” para a geração anterior, que frequentemente reduziu o amor ao sentimentalismo?

É animador ouvir bastante sobre a glória de Deus como Seu fim supremo. Alegro-me no renovado interesse por Jonathan Edwards, assim como na influência contemporânea de pastores como John Piper e ministérios como The Gospel Coalition. Alegro-me que muitos foram cativados pela glória de Deus como o fim supremo, pois é o objetivo da criação; o êxodo; Israel; o ministério de Jesus, vida, morte, ressurreição e reinado; nossa salvação; a Igreja; a consumação dos séculos; toda a história da salvação; e até mesmo o próprio Deus. Paulo freqüentemente destaca este objetivo cósmico: “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29); “porque nele foram criadas todas as coisas” (Cl 1:16; cf. Rm 11:33-36; Hb 2:10).

Embora haja um ressurgimento saudável no ensino de que a glória é o fim supremo de Deus, muitos inadvertidamente equiparam o fim supremo de Deus com sua motivação abrangente (Edwards e Piper não cometem esse erro, mas muitos que os lêem sim). Como resultado, raramente ouvimos que Deus freqüentemente age com múltiplos objetivos em mente.

Por Muitas Razões

Tome o êxodo como exemplo. Por que Deus resgatou seu povo da escravidão no Egito? Alguém poderia responder rapidamente: “Para sua glória”. Claro, Deus resgatou seu povo da escravidão para se glorificar. Mas o livro de Êxodo apresenta as razões de Deus para a libertação de uma forma multifacetada:

  • Por preocupação com o povo oprimido (3-4)
  • Por fidelidade às promessas da aliança feitas a Abraão, Isaque e Jacó (3:15; 4:5; 6:8; 32:13; 34:6; cf. Dt 7:6-10)
  • Para que Israel servisse ao Senhor (4:23; 6:5; etc.)
  • Para que saibais que eu sou o SENHOR (6:7; 10:2; 13:1f)
  • Para dar a terra prometida (6:8)
  • Para que os Egípcios saibam que eu sou o SENHOR (7:5; 14:3-4; 14:15-18)
  • Para que o Faraó saiba que o SENHOR é incomparável (7:17; 8:10-18)
  • Para mostrar o seu poder (9:16)
  • Para que seu nome seja propagado por toda a terra (9:16)
  • Para passar uma herança para seus filhos (10:1-2)
  • Para que seus milagres se multipliquem (11: 9)
  • Para mostrar sua glória por meio do Faraó e do seu exército (14.3-18)
  • Em favor de Israel (18:8)

Então Deus libertou seu povo por uma variedade de razões, não apenas uma. O Deus incomparável age por amor, santidade, bondade, fidelidade e ciúme. Isto é algo crucial para se notar porque se equipararmos o fim supremo de Deus com a motivação abrangente de Deus, acabamos subordinando seus atributos a sua glória. Mas Deus age de acordo com quem ele é. Ele ama porque é amoroso. Ele age corretamente porque é a justiça. Claro, no momento em que ele age, ele se revela; e à medida que ele se revela, ele se glorifica. Mas não devemos dizer que Deus age para sua glória sem ao mesmo tempo enfatizar que Deus age por amor, bondade e fidelidade — conforme quem ele é.

Note também que Deus liberta seu povo para a sua glória, para o bem do povo, para julgar o Egito e para a continuação da sua aliança com o povo. Reconhecer e enfatizar esses múltiplos fins não diminui a ênfase na glória de Deus, mas na verdade a realça. Efetivamente, no êxodo, Deus mostra seu amor, fidelidade da aliança, ciúme, providência, e poder através de seus milagres, salvação e juízo, através dos quais ele se manifesta e assim se glorifica.

Por que Deus nos Salva?

Ou podemos pensar na doutrina da salvação e perguntar: “Por que Deus nos salva?” Alguém pode replicar apressadamente: “Para sua glória”. Igualmente, isso é certo e crucial. Mas a Bíblia apresenta uma grande variedade de razões. Poderosa e regularmente, o próprio Deus explica seu motivo para salvar. João 3:16 afirma: “Porque Deus amou tanto o mundo que deu. . . ” (cf. 1 João 4:9-10). Efésios 1:4-5 exalta: “Em amor” Deus nos predestinou (cf. Dt 7), e Efésios 2:4 liga nossa salvação ao amor, misericórdia e graça de Deus (cf. Tito 3:4-5). João 17 registra a oração sacerdotal de Jesus, entrelaçando a glória de Deus ao bem do seu povo, orando e agindo em parte, “por amor deles” (17:19). Romanos 8:28 também deixa claro que a história da redenção é, em grande parte, para o bem do povo de Deus.

Então, por que Deus salva? Por muitas razões, mas em todas elas, Deus mostra quem ele é e assim se glorifica. Deus manifesta sua glória porque nos salvando ele mostra sua sabedoria (Rm 11:33-36; 1 Co 1:18-31; Ef. 3:10-11), justificação, justiça (Rm 3:25-26), amor, misericórdia, bondade, (Ef 2:4-7; Rm 9:20-23), liberdade, ira e poder (Rm 9:20-23).


Christopher Morgan é professor de teologia e reitor da Escola de Ministérios Cristãos da California Baptist University em Riverside. Ele é o co-editor do Hell Under Fire: Modern Scholarship Reinvents Eternal Punishment e Faith Comes by Hearing: A Response to Inclusivism.

Tradução de “Is Glory God’s Only Goal?” TGC.

What About Conversion Experiences?

Hey, guys. I just want to make a video on a subject that people have been asking me to a video on. And that is just, “What is the Lutheran View of Salvation?” So this is going to be a brief overview of what the Lutheran church teaches, what we believe that Scripture ultimately teaches on the subject of salvation, and how it is that one is right before God.

Now I did other videos on similar topics if you want to check on the order of salvation, just go and click on there and you can see that.

So, essentially, when we are talking about salvation, we are talking about two different things. And when you ask a Lutheran, “when were you saved?” It’s the question a lot of Christians ask because a lot of churches focus` on things like a personal conversion experience, and things like that. But if you ask a Lutheran that question, “when were you saved?”, there are often two answers that you will get. And one is, “two thousand years ago when Jesus died on the cross and rose from the dead. That’s when I was saved.” And the other answer you might get is, “when I was baptised.” So, let’s get into these two answers because these two bring about these two important aspects of salvation that we really have to understand, to understand what salvation in Scripture is all about.

Now the first is the acts of Christ in history. This is sometimes referred to as Objective Justification. Meaning that there is something in history that Jesus did for the entire human race. Now, this encapsulates everything that he did from his birth, his perfect life of obedience, his saving death on the cross, as well as his resurrection from the dead. All of this was done universally for the entirety of the human race. And when  Christ rose from the dead he was declared by the Father to be righteous. He’s been vindicated, he paid for the sins of the world, and the entirety of humanity, every single person was vindicated at that moment in Christ, in an objective and universal sense. So everyone has been declared righteous in that sense. Historically, Jesus accomplished salvation for everybody, and so, it’s right then to say, I was saved two thousand years ago when Jesus died on the cross, and especially then when he rose from the dead. He vindicated the entire human race and I’m included in that, so that includes me.

Now, that’s the objective aspect of that. That’s what’s called Objective Justification. So, something universal and objective happened in history. And that is the centre of salvation. That’s what all of salvation comes from, is what Jesus did in his life, death and resurrection.

But now we have the question: “How does that salvation, up here, that Jesus won now comes down to me?” How do I get this? This is here for me, but how do I get it? It’s like if you are in debt and you really need a bunch of money and someone writes out a check to you that covers all of the debt that you need to be covered. Now, that debt is already objectively, that money is objectively there for you. I have the check in my hand. But for that to actually get into my bank account, what do I need to do? I need to actually go to the bank and give them the check and deposit it, right? So it’s objectively there but something needs to happen so that it applies to me. I need that work of Christ which he’s done to accomplish salvation to somehow be applied to me personally, or else it’s like having the check putting it in your bank account, right? It’s there for you, it’s objective, it’s true but I need to take it than receive it, do something with it. Then we have the question, “how does that objective work of Christ of salvation come to us here? How does that come to me today? How can I receive that gift of salvation? And God has answered this question in his Word. And there are essentially two things we are talking about here. One is the delivery system that God has. The delivery system that says, here is the gift that I have. Now I’m going to pour it down on you. That’s the first thing we have to talk about. The second thing is, how do I now grab on to those things that God has given me through that delivery system. First, we talk about the way God delivers his grace accomplished by Christ, how he gives that to us. And he gives that to us in two ways, through Word and through Sacrament. So the Word and the Sacraments are the things that God does to bring that gift of salvation from the cross in history to us today. So how do I know that what Jesus did is for me? I was baptised. I received that personally, that water was poured out onto my head individually. And this happens not just through baptism but also through the word of God, through the proclamation of the Word, through the reading of his Word, the hearing of it in church, and God then renew those promises of forgiveness and salvation through the gift of Holy Communion or the Lord’s Supper.

These are all the different things that God himself uses to bring that salvation now down to me, and so it’s given to me. What I say, when I answer the question, when were you saved, I say, when I was baptised. I’m saying that’s when God applied that salvation he accomplished to me personally.

Alright, now we’ve talked about that but now we have the question of, “alright, God has given it to me. is there anything for me to do or just that mean – Hey if I’ve heard the Word of God if I’ve been baptised I’m good to go… no matter what. This is a kind of misunderstanding sometimes people have is… well, if you’re saying that we’re saved by baptism that means my own personal faith doesn’t count. That’s not quite the way it works either.

On the one hand, there’s God working through his means of grace, to give me the gifts of forgiveness, life and salvation. But then personally, how I receive those gifts – because I have to actually receive them – they are there for me, but I can refuse them and reject them and throw them away. It’s like if someone hands me that check and I tear it up and throw it in the trash. It was given to me but I refused it. We have to receive that in faith. And faith is what receives the benefits of God’s gifts

Martin Luther describes faith as it’s like the hands of a beggar. Faith is not a human work, it’s not something that I’m accomplishing, it’s not something that I try really hard at. Faith is simply holding out empty hands to receive, as a beggar would just hold ou their hands, and you’re gonna put money in their hands, you give them what they need in their hands. That’s what we are doing before God. We are all beggars…this is true. As Martin Luther says in some of his last words. And we are all beggars before God, and faith is simply the hands of a beggar receiving the gifts of God and the gifts that lead to eternal life that come through Jesus Christ. And so the way God delivers those gifts is through Word and Sacrament. The way that we receive those gifts is by opening up our empty hands of faith and receiving those gifts.

And a question that people have asked me when they ask me to deal with this is: “what about conversion experiences? Because if you say we are saved at baptism, what about conversion? Because maybe in somebody’s life – we all have different experiences in the Christian faith – some of us were baptised, we were always faithful to Christ, we always had faith, we were always involved in church, we can’t remember a time when we didn’t have faith. And that is a blessing, that’s a wonderful thing and that’s what really what God desires, and so we should desire for our children, for example. But there are other times when it’s not that simple, and that somebody walks away from the faith and they have a conversion experience later in life. Now, I don’t want to invalidate those things. Conversion experiences are real, but here is how we have to understand them. God gave us the grace and his promises in Holy Baptism. Now, we may have rejected that and walked away, but he does call us to come back. And there are real conversion experiences but that’s not the first time God gave you his this grace. It’s not like I received grace for the first time in my personal conversion experience when I was, however old. But God already gave you his grace in baptism. You may walk away from that grace and now God has brought you back to that grace. Yes, conversion experiences can be real and they can be a wonderful thing, but there’s something objective that you can cling to.

If my salvation is all about my personal conversion, I can always doubt that conversion, I can always doubt my subjective feelings, whether my experience was real enough, whether it was good enough. Maybe I hear somebody else’s conversion experience and theirs sounds a lot better than mine. Maybe I look at my Christian growth and I say, “was I really a Christian back then, I don’t know if I really felt the same way. Maybe I’m only a Christian now and wasn’t really back then.” But we need to have something objective, and that’s what baptism does. It gives us something objective so that we are not looking at our salvation and assurance of salvation just in our subjective experience, which can be all over the place. Our subjective feelings, you can have an experience of all sorts of stuff. But that doesn’t make it real. What makes it real is what God did and what God said. And that’s the beauty of Word and Sacrament, it’s objective. It gives us something objective to cling to. So we don’t have to worry. Was my conversion experience good enough, if I changed enough, have I done enough good works. I look back and say, no God’s promise is enough, and God delivered that through his Word and Sacrament. Thanks so much for watching.

Called to Wait

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Photo by Daniel Monteiro on Unsplash

In a rapidly changing world, we all face new seasons in our lives, some we choose and others that are forced upon us: one stage of life ends for another to begin; new career challenges lead to different jobs; new opportunities change our ways of living.

In these times, we have a tendency to believe that nothing good will come from this experience of waiting. But this is the most valuable time of our lives in Christ: when he draws near and works with us to align our wills to his purpose. This season enables us to respond to his call for the next phase of our lives. There is excitement in this time if we have the right attitude and if we can embrace rather than resist the challenges of the season.

Draw Close to God

God uses times of waiting to draw us closer to him, to ourselves, and to our loved ones. So many people have told me that in times of uncertainty they have drawn closer to not only God but also their spouses and others near them. In the battle for our attention, God often has to let us go through a period of adversity so that we might attune our ears to his voice and discern his direction.

In a frenzied world we often slot God into overactive lives, trying to force him to fit around our routines. This never works. A waiting period is a time to recognise that we have drifted into a world of expectation and instant answers. This is not the real world. Often God’s way is to waken within us a calling, but then to allow us to recognise that his greatest desire is to draw close to us.

In the book of Isaiah, King Hezekiah fell ill and received word from the prophet Amos that he was about to die. The king cried out to God for salvation, and after a short period of waiting, God sent Isaiah to inform him that he would now live. Unsurprisingly, the king was fairly relieved! But even before he was cured, King Hezekiah started singing a song of praise to the Lord.

In the darkness of his uncertainty, Hezekiah found himself drawn close to God—able to appreciate afresh the grace and love of his Savior.


Excerpt from the book “Know Your Why: Finding And Fulfilling Your Calling” by Ken Costa

Tomar decisões: princípios para boas escolhas

LIVRE ARBÍTRIO E A ÉTICA DA DECISÃO

“O homem pode ser livre para tomar inúmeras decisões importantes, mas há uma escolha que ele não pode fazer. O homem não pode escolher não escolher.” (Forell IV)

A VIDA DO HOMEM DEBAIXO DA LEI

“Permita-me ilustrar. É noite. Um homem está em um barco que está sendo levado lentamente pela corrente em direção a uma cascata. Esse homem, que está bem acordado em seu barco, não pode escapar de fazer uma opção. É verdade que todas as suas opções podem no final ser sem sentido. Ele pode começar a remar furiosamente e ainda assim ser levado pela corrente por sobre a borda para a destruição. Pode não fazer absolutamente nada e a corrente pode prender o barco contra uma rocha, conservando-o em segurança até o amanhecer. Mas esse homem não sabe qual é a decisão adequada, e percebe que não fazer nada também é uma decisão. A corrente está levando seu barco, quer ele goste, quer não. Ele não pode pedir tempo para ponderar as alternativas possíveis. Lá está ele sentado no barco, e tudo o que faz ou deixa de fazer o compromete. Não tomar uma decisão também é uma decisão. Ele não pode escapar de sua liberdade; está condenado a ser livre.”

Forell, George W. Ética Da Decisão: Introdução À Ética Cristã. 8th ed. São Leopoldo, Brazil: Editora Sinodal, 1973. Print.

Citations, Quotes & Annotations
(Forell 19)

Filósofo Luiz Felipe Pondé explica por que deixou de ser ateu

Ninguém domine sobre vocês (Col 2:18)

“De todas as tiranias, aquela exercida sinceramente em prol do bem de suas vidas talvez seja a mais opressiva.

É melhor viver sob exploradores ladrões do que sob a onipotência moral dos intrometidos.

A crueldade dos exploradores às vezes adormece, sua cobiça pode ser saciada em algum momento; mas aqueles que nos atormentam em nome do nosso próprio bem nos atormentarão para sempre, porque eles o fazem com a aprovação das suas próprias consciências.

Eles podem ser mais propensos a ir para o céu, mas ao mesmo tempo mais propensos a fazer um inferno da terra. Esta mesma bondade atormenta com insultos intoleráveis. Para ser “curado” contra a sua vontade, e curado de estados que podemos não considerar como doenças é ser colocado ao mesmo nível daqueles que ainda não atingiram a idade da razão ou que nunca o farão; ser classificado como bebês, retardados e animais domésticos.”

C.S. Lewis

 

O Evangelho não é para quem se acha “do bem”, estes não precisam do Evangelho, pois têm sua própria justiça, mas o Evangelho é a justiça de Deus aplicada em Cristo para perdão destes que se enxergarem em sua pequenez, se prostrarem diante de Deus e se reconhecerem como pecadores igual a todos. Em terminologia teológica: Arminianismo e pelagianismo. Uma receita que agrada ao ego e autoafirmaçäo das pessoas.

O Evangelho não é uma forma de autoafirmação e bem-estar físico, mental, espiritual e psicológico (mente sã, corpo são), como tantos o usam, mas simplesmente “boas novas”.

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Síntese Cristã

A revista Veja de 13/7 publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Pondé diz que “a esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por…

Ver o post original 911 mais palavras

Unfolding the truth

“THE MEDIATOR – JESUS CHRIST…”

Michael Spencer

“Knowing God without knowing our own wretchedness makes for pride. Knowing our own wretchedness without knowing God makes for despair. Knowing Jesus Christ strikes the balance because He shows us both God and our own wretchedness…” ~ Blaise Pascal

“One is struck with the personality of this text [Mt. 11:28]. There are two persons in it, “you” and “me”… Jesus says, “Come to Me, not to anybody else but to Me.” He does not say, “Come to hear a sermon about Me” but “Come to Me, to My work and person.” You will observe that no one is put between you and Christ… Come to Jesus directly, even to Jesus Himself. You do want a mediator between yourselves and God, but you do not want a mediator between yourselves and Jesus… To Him we may look at once, with unveiled face, guilty as we are. To Him we may come, just as we are, without anyone to recommend us or plead for us or make a bridge for us to Jesus… You, as you are, are to come to Christ as He is, and the promise is that on your coming to Him he will give you rest. That is the assurance of Jesus Himself, and there is no deception in it… You see there are two persons. Let everybody else vanish, and let these two be left alone, to transact heavenly business with each other…” ~ C.H. Spurgeon

“God, apart from Christ, is an angry, offended Sovereign. Unless we behold Him in and through Christ, the Mediator, the terrors of His Majesty would overwhelm us. We dare not approach the Father except in Christ because of our sins. We first fasten our eyes upon Christ, then upon the Father. If Christ does not bear our guilt and reconcile us unto God, we perish! Before any man can think to stand before the face of God’s justice or be admitted to the secret chamber of God’s mercy or partake of the riches of His grace, he must look to the Mediator, Christ Jesus…” ~ Stephen Charnock