Filósofo Luiz Felipe Pondé explica por que deixou de ser ateu

Ninguém domine sobre vocês (Col 2:18)

“De todas as tiranias, aquela exercida sinceramente em prol do bem de suas vidas talvez seja a mais opressiva.

É melhor viver sob exploradores ladrões do que sob a onipotência moral dos intrometidos.

A crueldade dos exploradores às vezes adormece, sua cobiça pode ser saciada em algum momento; mas aqueles que nos atormentam em nome do nosso próprio bem nos atormentarão para sempre, porque eles o fazem com a aprovação das suas próprias consciências.

Eles podem ser mais propensos a ir para o céu, mas ao mesmo tempo mais propensos a fazer um inferno da terra. Esta mesma bondade atormenta com insultos intoleráveis. Para ser “curado” contra a sua vontade, e curado de estados que podemos não considerar como doenças é ser colocado ao mesmo nível daqueles que ainda não atingiram a idade da razão ou que nunca o farão; ser classificado como bebês, retardados e animais domésticos.”

C.S. Lewis

 

O Evangelho não é para quem se acha “do bem”, estes não precisam do Evangelho, pois têm sua própria justiça, mas o Evangelho é a justiça de Deus aplicada em Cristo para perdão destes que se enxergarem em sua pequenez, se prostrarem diante de Deus e se reconhecerem como pecadores igual a todos. Em terminologia teológica: Arminianismo e pelagianismo. Uma receita que agrada ao ego e autoafirmaçäo das pessoas.

O Evangelho não é uma forma de autoafirmação e bem-estar físico, mental, espiritual e psicológico (mente sã, corpo são), como tantos o usam, mas simplesmente “boas novas”.

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Síntese Cristã

A revista Veja de 13/7 publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Pondé diz que “a esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por…

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